domingo, 17 de outubro de 2010

VIII Concurso de Composição Sinfônica "Ciudad de Torrevieja"

Estão abertas as inscrições para o VIII Concurso de Composição Sinfônica para Banda Sinfônica "Ciudad de Torrevieja" 2010, promovido pelo Instituto Municipal de Cultura "Joaquín Chapaprieta Torregrosa" de Torrevieja, Espanha. Podem participar compositores de qualquer nacionalidade, sem limite de idade.


As composições devem respeitar estritamente o seguinte efetivo instrumental:
- Flautim
- 2 Flautas
- 2 Oboés
- Corne Inglês
- 2 Fagotes
- Requinta em Mi Bemol
- Clarinetes em Si Bemol (Principal + 3)
- Clarone
- Saxofone Soprano
- 2 Saxofones Alto
- 2 Saxofones Tenor
- Saxofone Barítono
- Saxofone Baixo (opcional)
- 4 Trompas em Fá
- 4 Trompetes em Si Bemol
- 2 Flügelhorns em Si Bemol
- 4 Trombones
- 2 Bombardinos em Si Bemol
- Tubas Baixas em Dó
- Violoncelo
- Contrabaixo
- Piano (opcional)
- Harpa (opcional)
- Tímpanos
- Percussão

A obra vencedora receberá um prêmio de 15 mil euros.
Data limite para entrega dos trabalhos: 31 de outubro de 2010.

Maiores informações e regulamento (espanhol e inglês):
http://www.nuestrasbandasdemusica.com/content/view/248/51/

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Sarau Caipira no Centro Cineclubista de São Paulo


Fórum “MUDAR  SÃO PAULO” de Educação e Cultura
e
Grupo “Ô DE CASA”
apresentam
Almeida Junior: O Violeiro (1899) - Pinacoteca do Estado

SARAU CAIPIRA
(Canções e Poesias)

 Centro Cineclubista de São Paulo
Rua Augusta, 1239 cj 13/14 (Metrô Consolação)
3214-3906

6 de outubro de 2010 (quarta-feira), 21h

Falar de ser caipira é abordar um universo de saberes, e não o domínio de ignorância ou atraso, como é muito habitual na linguagem do senso comum.

Trata-se de refletir sobre modalidades de cultura popular (na qual se situa o caipira) como dimensões de sabedoria socialmente compartilhadas por diferentes grupos da sociedade.  Nesse sentido, a cultura popular se reveste de potencial democrático pois homens e mulheres de diversas classes e faixas de idade dividem entre si aqueles conhecimentos em seu cotidiano, aprendidos no dia a dia, transmitidos e transformados entre pessoas que, nessa esfera, são iguais: culinária, cantos, poemas, gestos, narrações...   E ser caipira hoje é também estar num mundo globalizado, informatizado, dotado de um ritmo muito acelerado de informações em circulação.

Este SARAU agrupa canções e poemas de origem e circulação populares.

Discutiremos a pertinência e a continuidade (ampliada, transformada e transformadora) dessa cultura popular no mundo atual: somos caipiras, portadores de uma cultura, assim como muitos de nossos contemporâneos são judeus, palestinos, ciganos ou indígenas e outras identidades mais, portadores de tantas culturas. Ser caipira é cultivar saberes, em diálogo com outros saberes porque as culturas quase nunca se mantêm num estado de pureza absoluta.

A cultura caipira abrange, portanto, a produção material da vida (o trabalho, os cuidados com o corpo - alimentação, higiene, proteção e ornato -, a moradia) e as diferentes formas simbólicas de que se revestem todas essas atividades, incluindo a produção e a fruição do belo – artes. Nesse sentido, há dimensões de uma identidade caipira (sertaneja, matuta, caiçara, beiradeira e similares) de cunho afirmativo, que se manifesta em poemas, canções e prosas: esses homens e mulheres gostam de ser o que são, apesar de eventuais dificuldades e sofrimentos por eles enfrentados.

Esses homens e mulheres somos nós todos.

PROGRAMA

ABERTURA:   Algumas palavras
·  Azulão – Jayme Ovalle e Manuel Bandeira
·  Nhapopé – Domínio público, recolhida por  Villa Lobos
·  Patativa – Vicente Celestino
         · Poemas: ”Ideal do Caboclo” -   Cornélio Pires
         · Poema: “Final de Ato”- Marilita Pozzoli
·  Moreninha, se eu te pedisse  - Anônimo do século XIX
·  Pingo d’Água – Raul Torres e João Pacífico.
·  Flor do Cafezal  - Luiz Carlos Paraná
         · “A Flor do Maracujá” –  Catulo da  Paixão
                                                      Cearense
         · Poema: ”A Madrasta” – Domínio Público
·  Viola Quebrada – Mario de Andrade e Ary Kerner
·  Guacira – Hekel Tavares e Juracy Camargo
·  Sertaneja – René Bittencourt
         · Poema: “As Três Lágrimas” – Campos Negreiros
         · Poema: “Mãe Preta” –  Patativa do Assaré                                                        
· Prelúdio nº 5 – Heitor Villa Lobos (Solo de violão) 
·  Tristeza do Jeca – Angelino de Oliveira
 FINAL:  Olha pro Céu – Luiz Gonzaga e José Fernandes
Cantam: Marcos Silva e Tania Clemente
Declamam: Lourdinha, Rosana, Taís, Joyce, Thaynara,
                     Zoraide e Eli

Violão e Direção Musical: Edson Tobinaga (Tobi)
Coordenação Geral: Eli Clemente
Produção: Grupo “Ô de Casa”
Fotos: Cláudio Araújo.

Contatos: 11-2262-4858, 6998-0811, 6999-5055